Alunos denunciam distribuição de material de Maria do Carmo na Fametro
Estudantes de Direito da Fametro denunciaram à Revista CENARIUM, sob anonimato, a distribuição de material associado à candidatura de Maria do Carmo Seffair (PL) durante uma Aula Magna realizada nesta quinta-feira, 20, em Manaus. Segundo os alunos, a presença no evento também teria sido usada para registrar frequência e garantir a possibilidade de bônus em disciplinas do curso.
A denúncia foi acompanhada de fotos, vídeos e capturas de mensagens enviadas em um grupo oficial de estudantes. Em uma das mensagens, uma professora convocou os acadêmicos e escreveu: “Uma das missões de hoje é me encontrar para assinar a frequência. E vamos construindo o nosso bônus”. A atividade ocorreu no Auditório Wellington Lins, na Unidade II da instituição.
O evento teve como atração uma palestra e o lançamento do livro Desnudando o Brasil, do empresário e escritor Samuel Hanan. Segundo as informações recebidas pela reportagem, a organização previa a distribuição da obra aos 200 primeiros participantes. Estudantes que estavam no local também relataram ter recebido ou encontrado material relacionado a Maria do Carmo.
Os panfletos tinham o slogan “Mudança para o Amazonas”, além da foto e da assinatura “Professora Maria do Carmo”. O material também apresentava um QR Code, o perfil @mariadocarmoseffair e um contato identificado como “ZAP DA PROFESSORA”. A reportagem verificou que o código direcionava para páginas relacionadas à campanha da candidata e que continham seu número de urna.

O que dizem os envolvidos
As imagens enviadas à CENARIUM mostram Maria do Carmo Seffair discursando no palco do Auditório Wellington Lins diante de estudantes. Uma das fotografias também registra o logotipo da Fametro na estrutura usada durante o pronunciamento. Segundo a documentação recebida, porém, o panfleto não apresentava o número de urna da candidata.
A denúncia ocorre durante o período de propaganda eleitoral das Eleições Gerais de 2026. A legislação permite a distribuição de materiais impressos de campanha em determinadas situações, mas estabelece regras para propaganda em espaços considerados bens de uso comum e também exige informações sobre quem produziu e contratou os impressos. As normas eleitorais ainda estabelecem regras para o uso de dados pessoais em propaganda política.
Procuradas pela reportagem, as assessorias de Maria do Carmo e da Fametro apresentaram versões diferentes das apontadas pelos estudantes. A assessoria da candidata confirmou que o material era de pré-campanha, mas afirmou que não observou nenhuma distribuição e que o evento não tinha caráter político. A Fametro disse ter estranhado a denúncia e afirmou que não estava distribuindo qualquer tipo de panfleto no local.



COMENTÁRIOS